Representantes da União Maringaense dos Estudantes Secundaristas (UMES) foram impedidos de entrar no prédio da Câmara de Vereadores de Maringá na tarde desta terça-feira, 17, onde aconteceria a cerimônia de entrega de título de cidadania honorária ao secretário das Cidades e pretenso candidato ao governo do Paraná Guto Silva.
Possivelmente por conta do impasse, o secretário que seria homenageado chegou à Câmara com uma hora de atraso.
Os estudantes estavam no local para protestar contra a homenagem. Segundo o movimento estudantil, não há legitimidade para a concessão do título, já que, na avaliação da entidade, o secretário não teria realizado ações relevantes em benefício da cidade.
A presença da Polícia Militar foi registrada nas proximidades e na entrada do prédio. Segundo o comandante do 4° Batalhão, major Christian Nogueira de Souza Gomes , os estudantes foram impedidos de entrar por serem menores de idade e não apresentarem autorização dos pais para permanecer no local.
A vereadora Professora Ana Lúcia (PDT) esteve na entrada da Câmara e conversou com o comandante, afirmando que o grupo era pequeno e não ultrapassaria a limitação de espaço do plenário.

Impedidos de entrar, os estudantes fizeram questão de destacar que o nome “Casa do Povo” está sendo negado, está sendo uma afronta à democracia Foto: Colaboração
A vereadora também ressaltou que os estudantes têm o direito de acompanhar e se manifestar dentro do Legislativo.
“Estamos falando da casa do povo. São estudantes que vieram acompanhar uma sessão pública e exercer o direito de manifestação. Impedir a entrada deles fere o princípio da participação popular”, afirmou a vereadora.
Mesmo após a intervenção da parlamentar, os estudantes permaneceram do lado de fora do prédio durante a realização da sessão.
O título de cidadão honorário ao secretário estadual foi proposto pelos vereadores Odair Fogueteiro (PP), Angelo Salgueiro (Podemos), Cristian Maia Maninho (Republicanos) e Junior Bravin (PP).
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