Jogadores Anônimos realiza encontro em Arapongas

Jogadores Anônimos de Maringá começa com reuniões semanais

Representantes da irmandade de Jogadores Anônimos (JA) do Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba estiveram em Maringá e Londrina no último final semana para criar grupos que já estão auxiliando pessoas que admitem que o jogo se tornou problema em suas vidas.

 

Em Maringá, foi realizada uma reunião pública na manhã de sábado, 16, e no domingo foi fundado o grupo, que está funcionando na Rua São João 1.283, com reuniões às quartas-feiras, às 19h30. Em Londrina o grupo foi oficializado na tarde de sábado, na Paróquia Sagrados Corações, na Rua Mato Grosso, 1.167. As reuniões acontecem nas terças-feiras, às 19h30.

 

Além dos membros de JA, pessoas participaram da reunião pública em Maringá em busca de ajuda para si mesmos ou familiares. Vários deles falaram sobre como a maneira compulsiva de apostar estava afetando suas vidas e suas famílias.

 

Segundo U.R., do Escritório de Serviços do Rio de Janeiro, o jogo compulsivo é uma doença progressiva que não pode ser curada, mas pode ser detida. Qualquer pessoa, seja homem ou mulher, jovem, idoso ou criança, rico, pobre, preto ou branco, pode se revelar um jogador compulsivo e sofrer por não conseguir parar de jogar.

 

Porém, segundo U.R., os jogadores compulsivos podem se recuperar e levar uma vida normal com a programação de Jogadores Anônimos, uma irmandade de quase 70 anos que surgiu de um encontro casual entre dois homens que tinham uma história verdadeiramente frustrante e cheia de problemas e sofrimentos causados pela obsessão pelo jogo. Os dois começaram a se reunir regularmente e à medida que os meses se passavam nenhum deles voltou a jogar.

 

 

A irmandade é cada vez mais necessária

U.R. disse que a procura por grupos como o JA tem aumentado, impulsionada pela facilidade de acesso a apostas online e jogos de azar virtuais, levando a um crescimento preocupante da dependência, especialmente entre jovens. 

 

Ele diz que há um aumento exponencial no número de pessoas buscando ajuda, incluindo adolescentes. 

 

Esse aumento, segundo E., que veio de Curitiba ajudar na criação dos grupos de Maringá e Londrina, deve-se à migração dos jogos de azar para o ambiente virtual. O fato de ter verdadeiro cassino no celular, no tablet ou no computador tornou a dependência mais acessível, especialmente para jovens, que se tornam vulneráveis aos apelos de ganhos financeiros.

 

Jogos eletrônicos, sites de apostas e aplicativos são facilmente encontrados e acessados, com o apoio de anúncios e bônus que prendem os jogadores.

 

Com essa facilidade toda, está acontecendo um crescimento acelerado no número de jogadores compulsivos de todas as idades. E esse crescimento é que está praticamente obrigando o JA a criar novos grupos. A instituição se torna assim mais necessária do que nunca.

 

 

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