O vereador Odair Fogueteiro (PP) e seu advogado Guilherme Gonçalves estão dispostos a recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) depois que o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná decidiu, por unanimidade, pela cassação da liminar que permitiu a Fogueteiro disputar a eleição mesmo depois de condenado pela prática de nepotismo.
Segundo o advogado, enquanto o processo não tramitar por todas as instâncias da Justiça Eleitoral, Odair de Oliveira Lima, o Fogueteiro, não pode ser considerado cassado.
O julgamento do recurso no TRE começou na semana passada, o desembargador relator pediu a cassação do registro e foi seguido por outros quatro desembargadores. O sexto, José Rodrigo Sade, pediu vistas ao processo, interrompendo o julgamento até a tarde esta quarta-feira, 2, quando ele apresentou o voto, seguindo os demais.
Apesar da cassação, os votos dados a Fogueteiro não serão anulados. Assim, o Partido Progressista (PP) conservará a cadeira na Câmara de Maringá, que será ocupada pelo primeiro suplente, o ex-vereador Onivaldo Barris.
20 anos se defendendo
Fogueteiro foi denunciado em 2006, quando era vereador e teria empregado parentes em seu gabinete. Ao todo, a denúncia atingiu nove vereadores, que, após condenados, perderam os direitos políticos por três anos: Aparecido Regine Zebrão, John Alves, Marly Martins, Odair Fogueteiro, Dorival Ferreira, Edith Dias de Carvalho, Chico Caiana, que morreu em julho de 2020 quando cumpria seu terceiro mandato, além de Belino Bravin Júnior e Altamir Antonio dos Santos, que foram vereadores até a legislatura passada e tinham condições de serem novamente eleitos, mas não disputaram a reeleição devido aos problemas com a Justiça.
Todos teriam empregado parentes como assessores, em funções que iam de R$ 250 a R$ 5 mil. A soma dos salários pagos a esses assessores chega a R$ 10 milhões.