No início deste mês, quando os adolescentes voltaram às aulas na China, um livro na nova lista de leitura obrigatória se destacou: o romance inglês do século 19 “Jane Eyre.”
A história da romancista britânica Charlotte Brontë, publicada em 1847, apresenta um contrapeso às “noções superficiais sobre aparência e riqueza” da era das redes sociais, segundo o jornal estatal Beijing Daily.
Nos últimos anos, romances online e micro-dramas com enredos extravagantes sobre ostentação de riqueza, amantes injustiçados, bilionários melancólicos e amantes infelizes planejando vinganças se tornaram um entretenimento mainstream. E isso atraiu a atenção da censura na China.
Em junho, o regulador de radiodifusão lançou uma campanha para combater conteúdos “nocivos e de baixo nível” considerados como promovendo visões “distorcidas” sobre relacionamentos e casamento.
Mas ler a história de Jane Eyre, uma garota órfã que encontra sua independência enquanto sofre uma série de dificuldades e acaba se apaixonando por seu rico patrão, ajudará os jovens de 14 anos da China a “desenvolver valores mais sólidos”, disse o Beijing Daily.
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